quinta-feira, 30 de junho de 2011

COMER E SER -DE PAULO CARVALHO E MARA MARACABA

Em,30.06.11
Sempre fui correta e careta.
Transmuto-me, e não consigo,
Quero algo mais,
quero sair do casulo, borboleta
me transformar.
Amar, sem pudores, sonhar...
Concretizar, realizar...
Fazer e desfazer,
Comer e ser bem amada,
Do jeito que poucas são!
Quero mostrá-lo com jeito,
Todos os jeitos que eu gosto,
vais curtir meu corpo inteiro, cada recanto
antes velado, agora mostrado,
sem pressa e com muita calma.
Fazer de cada momento um vendaval!
O corpo puro prazer
Os fluidos se misturando
Tremer e gemer em teus braços
Falando que quero mais...
...que é assim, nem mais, nem menos!
o ritmo que deve ser.
Ver meu corpo derreter,
Tuas mãos me tatuando,
Tua boca me beijando...
Teu corpo me penetrando,
É assim que tem que ser
sentir o gozo chegando
E vê-lo acontecer...
Dois corpos se completando
No mais deslavrado prazer.
Verás  a pessoa contida,
Deixar de lado os pudores,
Realizar fantasias...
E na maior alegria,
Festejar um voo sem plano
Sem ter hora pra parar
Querendo apenas ficar,
Com o corpo saciado
O coração taquicárdico,
Numa loucura sem par.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

EU

Em, 29.06.11.
Que me importa
se não tem estrelas
hoje no céu ou se tem
que estejam sem brilho, desarrumadas, tortas,
Não importa.
Se brilham ou não,
se o brilho vire questão
bem discutida nos jornais de então.
No entanto, eu olho. Desligo!
Não sei o que há comigo,
Olhar o céu é coisa que eu consigo!
Sigo algo que me puxa pra lá...
...por outro lado, algo me atrai pra cá.
Sou às vezes assim: DIVIDIDA!
Em tantas ocasiões, romântica!
Noutras seca! Mas nunca indiferente!
Não sei por que as coisas me importam.
Entortam-me, me envergam e não deixo de olhar.
Posso até fingir que não,
É mais cômodo ao meu coração.
A lua, dizem que é dos POETAS,
Dos enamorados, talvez até dos astronautas
que já andaram por lá...
A mim, ela não diz nada...
Alguém precisa dizer para eu poder perceber!
Se está clara, borrada, dourada, com halo...
Calo-me.
Não faz diferença alguma.
No entanto, ainda resta o encanto,
Da poesia transformada em canto,
Com você DESVESTINDO essa distância,
Correndo e vindo a mim feito criança.

PRECISO DE VOCÊ

Em, 29.06.11
Varo noites a pensar,
Porque preciso de você na minha vida...
Viro e reviro,
Travesseiros, lençóis, fronhas e livros,
Numa mistura tamanha, ali bem na minha cama...
Procuro uma resposta,
Para essa indagação.
Tua vida e a minha
eu começo a acreditar,
tinham um encontro marcado!
Assim foi desde o princípio,
Uma comunhão de espíritos,
Necessidade premente...
De se dizer o que se sente,
Sempre fomos de dizer,
Até de pedir perdão e perdoar ligeirinho.
Foi assim, o tempo inteiro!
Como posso prescindir das tuas mãos de carícias,
Desse olhar que é uma delícia,
Desse sorriso tão doce,
Eu creio ser impossível...
São tantas afinidades,
... que temos até saudades,
Das mesmas coisas, querido.
Adoro quando me tocas,
das tantas e adocicadas palavras,
que vão direto à minha alma,
Não tem desvios, nem curvas
chegam direto e grudam.
Preciso dizer do amor que sinto,
Dia após dia, pois eu quase me arrebento,
Se te ausentas um dia!
O carinho que te faço,
É dividido por dois...
Pois também me acaricio
e ficas sorrindo depois...
Por essas coisas todinhas,
E esqueci mais de mil...
São as razões que eu tenho,
Pra precisar de você
Junto do meu coração.

domingo, 26 de junho de 2011

AMOR ESCONDIDO de Paulo Carvalho/ Renata Beiro


19/06/2011 = 10h21

PAULO CARVALHO E RENATA BEIRO

Um amor escondido
Que me custa e é arredio
Vive dento do meu coração
Metade minha
Metade ilusão
Perto dela, sou menino
Homem e criança, alusão
De homem...
Apaixonado então.
Amor contido, escondido
Caro e arredio
Fez morada no meu coração, ilusão?
Quem sabe ou não...
Ela me faz criança-menino,
alusão de homem é o sentimento...
Que tormento, em vão, meu bem...
Meu sentimento é o teu me querer
Iguais!
Somos mais...
Vejo-te no cais...
Menina/Mulher
Sentir no "ar"...
Prá quê?
Tu és meu par...
Apaixonados, no mar, no solo, no ar...
Mergulhemos, então,
Nessa louca paixão!
Tensão, prá que mais?
Já sabemos um do outro
Sexo, não é ouro dele
Se fez AMOR
Mesmo que distante...
Tua mão "errante" e bela
Escorre por minha pele
Num ato de espera,
Rebenta todas as lapelas
Me ama na paz

A MEDIDA DAS COISAS

Em, 26.06.11.
Nós encontramos amigos,

Em vários mundos e não só aqui,
eu preservo bem dentro de mim,
as verdadeiras amizades,
Umas pela distância têm gosto de saudade!
Aquelas da vida inteira, eu sempre criei raízes,
Por isso as tenho demais...
Elas não levantam poeira,
quando ao nosso lado estão.
Chegam sorrindo, pois sabem que são bem vindas,
E não fazem  o outro sofrer!
Não precisa de destreza, nem sequer sabedoria,
basta ter um coração livre de todas as covardias.
Não existe então receita,
para ser um bom amigo ou pra ter algum consigo!
É seguir o coração,
Esparramar pelo chão,
Tudo que há de bom em ti,
Oferecer ao amigo, reparti-lo.
Servirem-se juntos então.
Do lado carente do meu verso,
Há um soldado, um cangaceiro, um nordestino,
Semiconsciente, semitombado, atordoado,
Que sempre teima em levantar...
Não se sente derrotado,
Nem aqui, nem em qualquer lugar.
Nem pela vida, nem por palavras,
nem por ninguém.
Se alguém o crer vencido, mera ilusão!
Levanta o peito e revigora a raça.
A cada batalha que enfrenta,
torna-se mais forte, um guerreiro melhor.
Pode até ser que um dia...
cansado, escorraçado, pisado,
algo o ponha deitado,
mas não há quem o derrote, pois jamais permitirá,
que a sua determinação se vá...
De cabeça erguida, continuará.

ESPAÇO DA EMOÇÃO

Em,26.06.11
Quando a notícia não é boa,
Catamos, selecionamos, escolhemos
as palavras mais ternas e doces,
que não doam, nem firam,
não congelem e nem perturbem,
até conseguir falar...
São espaços de minutos,
que sem querer separamos,
pra dizer a quem gostamos...
aquilo que não gostamos.
Não gosto mesmo!
Se eu falasse outra língua,
um intérprete usaria,
pra dizer a quem importa,
que meu coração...
agora, nesse momento, esvazia-se.
Tentei mantê-lo cheio, dos restos do teu amor...
só que não funcionou!
Ele andava ressabiado, incomodado,
pois é muito delicado, não merecia tal dor.
O tempo foi se arrastando,
como se xadrez jogasse.
Eu ficava apostando que aquilo ia mudar!
Voltava então, ao meu lugar!
Reformei ontem meu coração...
Arranquei-lhe o resto de ilusão,
tirei tudo que o rodeava, lugar de armazenagem,
deixei tudo limpo lá.
Rasguei tudo o que lembrava nós dois,
As brincadeiras, músicas inteiras...
poesias primorosas, as flores tão amorosas,
nada eu deixei ficar.
Verdadeira mutilação, eu fiz ontem acontecer!
Achei um pedaço de sonho
... com um pouco de mel grudado...
...Pra que aquilo guardado? Fora também.
Não sei bem em que lugar,
eu rejeitei a POESIA,
fiquei órfã da alegria,
Mas hei de encontrá-la um dia,
de uma forma mais sadia.
Nesse desleixo discreto...
...só quero o que for mais leve,
mais puro, mais leal,
macio feito algodão, para forrar o chão,
do antigo coração.
Agora, está tudo limpo...
Meu Deus, que difícil foi!
Vou tentar uma arrumação,
Não sei nem pra quando não.
Para a esperança que espreita,
possa adentrá-lo com jeito,
preenchendo de alegria,
meu espaço da EMOÇÃO.




sábado, 25 de junho de 2011

SÓ PENSANDO

Em, 25.06.11. Não sei quem te perdeu!
Só sei quem achou: fui EU.
Mas encontrá-lo não bastou,
Porque não te encontrastes ainda!
Machucas, destróis...
Machucam-te por não saber o que queres,
Porque tu queres demais!
Mas espere...
...eu te pego pela mão,
Não te deixo cair não.
Mas penses bem...
...Queres achar-te ou só fazer arte?
Será melhor para ti,
essas pífias experiências,
que chamas de amor?
Falo de um AMOR!
Não é qualquer um,
É ESPECIAL...
Acho que já o tens,
apenas não descobristes...
Será? E continuas teimando,
tentando, ferindo, enganando...
Penso, chegou a hora!
A bendita hora de parar!
Viver algo construído,
com alicerces plenos...
...não no ar, não a voar.
Esse colibri não para,
Nessa extensa jornada,
Tu tens ainda a mim!
embora sempre a fugires...
Parece até maratona!
Mas maratona vale
quando tudo é investido,
No objetivo: GANHAR!

FIM DE FESTA

Em, 25.06.11.
Findou a festa.
O dia mudou de roupa!
Estava de negro...
agora reluz laranja!
O assunto dormiu
o sono das crianças,
Sem pretender preocupar
as cabeças pensantes,
vai ficar sem solução!
Quem disse que tem
solução para tudo?
Fico MUDA!
O que estava ligado desgarrou-se,
A música que alegrava, calou-se,
O sonho sumiu, o beijo morreu.
Apesar de claro, o aspecto é BREU.
Restaram pelos cantos, em todos os cantos,
vestígios das vidas que ali passaram.

Cinzas no chão, pontas de cigarro nos cinzeiros,
lenços de papel, pétalas caídas
pelo sono vencidas...
Foram momentos tantos,
juras mal cumpridas.
Restou a mesa manchada
e ecos da última bebida
nela entornada...
Sempre testemunha de momentos intensos,
a poesia ali também se fez presente...
e agora se queda ausente!
Tudo terminou.




sexta-feira, 24 de junho de 2011

O SILÊNCIO

Em, 24.06.11
Deixe o silêncio discorrer sobre nós!
Talvez ele ache uma resposta...
E nos beije o peito, afague-nos com jeito
e nos aponte o rumo...
do que está ferindo,
do que está matando,
daquilo que está sugando
aniquilando e arrasando tudo,
nos dando o direito de calar o tempo!
Só calando o tempo,
Pra poder dá tempo de recomeçar
ou de terminar!
Que nós só extremeçamos mas não haja danos,
nem o odiar.
Se o tempo calado for...
...vamos procurar um alento,
nesse mundo atento.
É bom que ele cubra cada momento,
Nós dois sozinhos não damos vencimento,
a todos os tormentos e nem aos lamentos.
Que nos ilumine com jeito de lua crescente,
seja bastante astuto e procure algo já,
pra não deixar que esse tempo...
destinado a ser tão curto...
não se torne assim tão breve.
Que o silenciar proteja...
o que não for pra mostrar e nem tão pouco dizer.
Permita então a entrada, daquela felicidade,
há bem pouco almejada...
que atirada agora foi,
sem pena, sem dó, sem nada.



NATUREZA EM FESTA

Em, 24.6.11
Presente da natureza.
Sorrindo amanheceu,
O sol em tons alaranjados,
Está vestido de pureza,
para aquecer nosso mundo,
aumentar sua beleza.
As pétalas macias das perfumadas flores,
acordam recebendo o orvalho da manhã.
A diversidade dos verdes matizados,
o alarido da fauna a despertar,
mandam recados para todo lugar.
Gotas de orvalho delicadamente caem,
deslizam, escorregam sobre as folhas,
que durante a noite as receberam,
Agora as devolvem!
Ao chão, para o ciclo recomeçar.
É uma lindeza sem par!
Os pássaros em revoada dão rasantes
Tornam o céu mesmo distante...
Espetáculo fascinante!
Delicadas borboletas pousam aqui e acolá,
Das flores o néctar abundante,
Faz a festa dos colibris!
É uma manhã cantante,
Falta só um bom rompante,
De um poeta a poemar.

PRIMAVERA-Poema de CARLOS DE OLIVEIRA

Em, 24.06.11 
E então a borboleta multicores
Pousou em meu pensar
E daquele dia em diante
Começei a sonhar.

Sonhar com viagens
Que nunca fiz
E que sei que me fariam
Muito feliz.

Assim...destranquei as portas
De minha fantasia.
E voei feliz
Em busca de alegria.

E no meu vôo
Te encontrei
Fiz-te minha rainha
E me tornei teu rei.

E nosso Reino
É um doce amar
Por isso nesse Verão
A vida é um Poemar.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

NOSSO AMOR

Em, 23.06.11
Nosso amor é pra mim,
Um punhado de jasmim,
Com os quais banho meu corpo,
E fico cheirosa assim.

Essa nossa alegria,
Quando estamos a amar,
É a nossa poesia,
Que está em todo lugar.

Quando fico a esperar-te,
Pra receber teus carinhos,
Sei que estou no caminho,
Eu me desmancho todinha...

Tens um jeito de agradar,
Que nada me faz trocar,
O tempo que estamos juntos,
Nem pelo melhor manjar.

É uma entrega tão doce,
E acontece de mansinho,
Sempre bem devagarzinho,
É ternura, é meiguice...
Porém nunca é mesmice.

O PODER DAS MÃOS

Em, 23.06.11.
Com tuas mãos de palavras,
Tu dás o melhor carinho,
Coisas que eu nem sonhava,
E me disse um passarinho.
As tuas mãos de ternura,
Sabem afagar de mansinho,
Eu adoro e delicio-me.
Ah! Essas mãos de poesia,
Alegram-me o meu dia,
Com um mundo de fantasia,
Gosto de ouvir todo dia.
Essas mãos têm alegria,
De procurar e encontrar...
Os espaços do meu corpo,
Que só tu sabes achar.
Com essas mãos de magia,
Desenrola-me, dá voltas...
Naquela cama bem larga,
E mostra como é que pode,
Duas mãos e tanto agrado.

AMOR MATUTO

Em, 22.06.11
Está sozinha num canto,
Faz-me lembrar de outros cantos,
Nós todos temos um canto,
Para chorar os nossos prantos.

O que andas a fazer,
Nas altas horas da noite,
O que o faz dizer...
...coisas como um açoite?

Sinceridade é preciso,
Em cada passo a ser dado,
Então acabe com isso...
...Leve a menina pro seu lado!

Dizes que é teu bem querer
Tem algo errado na história,
É algo pra desfazer?
Tem jeito de compulsória.

Vou rezar jaculatória,
Pra desvendar esse fato,
Estou sozinha no ato,
E é coisa vexatória.

Preciso uma explicação,
Para essa tal decisão
Se não me queres mais não,
Pois diga logo, então.

Se só as outras te servem,
Eu fico só a esperar...
Uma migalha de AMOR
AMOR que não queres dar.

Tu me fazes sofrer tanto!
Acabo virando santa...
Das promessas sempre feitas,
E que de nada adiantam.

Tenho ciúmes desse teu jeito afoito,
Coloca-se à disposição,
Em qualquer situação,
Pensar que fazes questão,
Que eu sofra bem MUITÃO.